994 municípios estão em situação de risco de surto de dengue

  • 14/11/2019
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994 municípios estão em situação de risco de surto de dengue

O Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) aponta que, até setembro, 994 municípios brasileiros estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Essas cidades apresentaram índices de infestação predial maiores de 4% - taxa considera alta pelo Ministério da Saúde. Diante desse contexto, o Governo Federal alerta a necessidade de intensificar, nessas localidades, as ações de combate ao mosquito. Ao todo, 4,9 mil realizaram o LIRAa, que aponta, ainda, outros 2,1 mil municípios em situação de alerta (com índices de infestação predial entre 1% a 3,9%).

Minas Gerais é a Unidade da Federação com o maior número de municípios em risco. São 129 cidades com altos níveis de infestação. Junto ao estado mineiro, Bahia (104), Rio Grande do Norte (97), Maranhão (76) e Rio Grande do Sul (75) encabeçam a lista. Cerca da metade das cidades em risco (489) está no Nordeste. 

E desde 2016, 47 municípios estão em situação de risco. Essa realidade ocorre em 11 estados diferentes. Um exemplo é Surubim, cidade localizada no Agreste de Pernambuco. De acordo com o LIRAa, está desde 2013 com risco de infestação. Em 2019, a taxa de presença do mosquito na cidade atingiu 18,60%. O número é 18 vezes maior do que o Ministério da Saúde considera como satisfatório.Arapiraca, no Agreste alagoano, é outra cidade do Nordeste que tem sofrido com a infestação do Aedes. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, de janeiro a agosto de 2019, foram registrados cinco mil casos de dengue, 327 de chikungunya e 200 de zika.

A gerente de Vigilância das Arboviroses da Secretaria de Saúde de Pernambuco, Claudenice Pontes, explica que como a maior parte desses municípios sofre com a falta de chuvas, é comum que a população armazene água em casa. Isso, segundo ela, não é problema, desde que todos os recipientes estejam tampados, o que impede a proliferação do mosquito.

“Precisamos verificar se não tem nenhum depósito que vire um criadouro do mosquito quando vier a época de chuva. Aqui, quando chove, geralmente em seguida vem o sol, criando uma situação muito favorável para a proliferação do mosquito. Devemos estar atentos a esses possíveis depósitos e eliminá-los.”

Já no Sudeste do país, o problema da infestação do mosquito preocupa os moradores de Governador Valadares, cidade que fica na região do Vale do Rio Doce, em Minas Gerais. De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde municipal, entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 642 casos prováveis de dengue, 64 de chikungunya e nove de zika. Além disso, o LIRAa aponta que a taxa de infestação do mosquito atingiu 7,80% nos imóveis da cidade este ano.

Ricardo Alves é casado, pai de um filho e mora no bairro Nossa Senhora das Graças, em Governador Valadares. Ele foi picado pelo mosquito e contraiu dengue. O pintor, de 29 anos, conta que sofreu muito com a doença.

“Cheguei do serviço, no final do dia, e daí eu comecei a sentir um desânimo. Tomei banho e comecei a sentir o corpo quente. Aí, falei: ‘Tem alguma coisa estranha’. E daí só foi piorando no decorrer da noite. Tive febre e sentindo muita dor nas articulações, como se eu tivesse feito muito esforço durante o dia, coisa que não tinha acontecido.”

Como forma de evitar casos como o de Ricardo, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembra que o mosquito não escolhe vítima. Por isso, ele reforça que a vigilância é a melhor forma de combater o Aedes aegypti.

“É preciso monitoramento, não tem nenhuma cidade que possa dizer ‘eu não vou ter, eu estou imune’, e não é só uma coisa coletiva, esse mosquito é domiciliar. Ele é da casa e vive em torno da casa.”

De acordo com o Ministério da Saúde, até agosto deste ano, o Brasil registrou um aumento de quase 600% no número de casos de dengue em todo país, em comparação ao ano passado. Um salto de 180.239 casos para mais de um milhão e 230 mil casos. Os registros de zika e chikungunya também aumentaram em 37,5% e 15,3%, respectivamente, no mesmo período.

Lembre-se que você é responsável pela sua casa. Portanto, fiscalize possíveis criadouros como ralos, pneus, garrafas, vasos de flores e caixas d’água. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes. 

Raphael Costa

O repórter Raphael Costa formou-se em 2015 no Centro Universitário de Brasília (CEUB), mas deu início à sua carreira anteriormente. Originalmente paulista, começou em um programa de Rádio e TV local, até se mudar para Brasília. Com cerca de três anos de casa, é a voz que noticia esportes, agricultura e economia.

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Katia waknin

19/11/2019

Eu gosto muinto da kativaweb e uma radio que passa a reprise do programa que eu gosto Club do flechebake com o Oracio Povoa no domingo e passa varias musicas boas e de noite passa musicas antigas.

Katia

19/01/2020

Todos tem que fazer da parte nao deichar agua parada porque dengue mata todos temos que ter responsabilidade pelo outro tambem se nao fizermos da parte vai pegar outras pessoas fiquem com Deus!!

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